Lembrando que...

No meu blog há inúmeras imagens, artigos e materiais encontrados na internet.
Caso vc seja o autor de quaisquer materiais, deixe seu recadinho, que lhe darei os devidos créditos.
Sem mais,
Julia Campanucci

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Amor em Paz




Quase entrei num beco sem saída
Mas depois da despedida
Volto ao ponto de partida
Pra encontrar o amor em paz

...

#Combustível - AnaCarolina



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

É no vazio da distância que vive a saudade...




A vida precisa do vazio:
a lagarta dorme num vazio chamado casulo até se transformar em borboleta.
A música precisa de um vazio chamado silêncio para ser ouvida.
Um poema precisa do vazio da folha de papel em branco para ser escrito.
E as pessoas, para serem belas e amadas, precisam ter um vazio dentro delas.
A maioria acha o contrário; pensa que o bom é ser cheio.
Essas são as pessoas que se acham cheias de verdades e sabedoria e falam sem parar.
São umas chatas quando não são autoritárias.
Bonitas são as pessoas que falam pouco e sabem escutar.
A essas pessoas é fácil amar.
Elas estão cheias de vazio.
E é no vazio da distância que vive a saudade...

Rubem Alves



sábado, 4 de janeiro de 2014

Ela ama... Ele também!




Ela Cerveja, Ele Coca Cola. 

Ela disco, ele tinta. 
Ela toca, ele pinta. 

Ela dança, ele tenta. 
Ela sorri, ele não aguenta. 

Ela escandalosa, ele calado. 
Ela festeira, ele sossegado. 

Ela quer ir, ele tá de boa. 
Ela desiste, ele ‘me perdoa’. 

Ela pontual, ele demora. 
Ela tem pressa, ele sem hora. 
Ela espera, ele vai embora. 
Ela pergunta, ele enrola. 

Ela desencana, ele peleja. 
Ela explica, ele boceja. 
Ela respira, ele fraqueja. 
Ela entende, ele a beija. 

Ela ponto, ele porém. 
Ela forte, ele do bem. 
Ela do momento, ele do além. 
Ela ama, ele também."


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Isso me faz tão bem...





















Contemplada...



Ganhei um microondas...por ter pago uma encadernação na papelaria do Bruno Kadoo... 
UAl!!! Como faço pra resgatar o prêmio?


Amor Amor





Há uma ideia do amor exclusivo. Como se houvesse uma única chance na vida de amar. Ou é o amor eterno, ou era mentiroso. Ou acontece pela vida inteira, ou não funcionou.

E, quando acertamos um casamento, as opções anteriores são consideradas falsas – necessitamos apagar o passado. E, quando erramos um casamento, as opções anteriores são vistas como legítimas – desperdiçamos romances melhores.

Trata-se de uma visão limitada, de contar apenas com um endereço para o nosso coração.

Mas amor é cigano, amor é mambembe, amor é viageiro.

Mas amor é tentativa, amor é insistência, amor é rascunho, amor é esboço, amor é esgotar as possibilidades e se recriar diante delas.

Só porque você amou antes, não significa que não pode amar de novo. Ou, só porque você amou antes, não significa que o próximo amor é falso e está fingindo.

Só porque você se declarou a alguém, isso não compromete as próximas declarações.

Só porque você disse que era para sempre e terminou, não quer dizer que é um fingido.

Todos os amores podem ser verdadeiros. Todos podem ser influentes.

Haverá um maior, sim, um amor decisivo, um amor transformador, um amor real, honesto e justo: o Amor Amor.

O Amor Amor não é egoísta, não vai isolá-lo da convivência. Você se duplicará para os próximos. Passará a amar os amigos como nunca. Passará a amar a família como nunca. É tanto amor, que sobrará para muitos.

O que deve prevalecer no temperamento é não desistir, não se entregar para o ressentimento, não defender os sentimentos parados condenando os outros que permanecem em movimento.

Eu acredito que quem casa ou namora várias vezes não é carente. Quem casa e namora várias vezes não é desesperado. Está se moldando à alegria, a superar as diferenças, a se separar, a recomeçar, a sangrar sozinho, a entender as dores e as imperfeições. Apresenta mais chance de ser feliz. Pois a felicidade é maleável, é macia, é elástica. A felicidade é feita para quem tem coragem de sofrer.

Desesperado e carente é aquele que não tenta e vive reclamando, praguejando, amaldiçoando os demais. Desesperado e carente é aquele que se esconde tão bem, que não se encontra e não se dá de verdade.

Desesperado e carente é aquele que não namora ou não casa para não ter que trabalhar emocionalmente e não se decepcionar. Alimenta-se de sombras, de sobras, de rancores.

Amor não é uma vez, são várias vezes até encontrar a pessoa predileta. A pessoa necessária. A pessoa fundamental. A pessoa que supera sua idealização, que lhe devolve a vontade de atravessar suas idades e tempos.

Daí, você descansa por estar andando, como diz minha mãe.

"Amor é descansar em estar andando. E andar de mãos dadas jamais cansa."

(Fabrício Carpinejar)


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Em porções generosas




Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar.



Não sei quem foi que escreveu... Mas é válido!
Julia Campanucci                       


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

a caixa de lembranças






De vez em quando eu pego a caixa que eu deixo dentro do armário

e tiro de lá algumas lembranças. 

Ê, coração. 

Pra ter diante dos meus olhos tanta coisa antiga 

e que mexeu comigo é preciso ser forte. 

Mas a fortaleza não dura. 

No segundo cartão eu já fico com o gosto salgado das lágrimas

que me fazem ter certeza de que tudo - mesmo - valeu a pena. 

Fico imaginando se todo mundo também tem uma caixa parecida. 

Uma máquina do tempo escondida sob algumas roupas, 

ou numa prateleira mais pra cima 

junto com aquelas malas que lembram as viagens um dia feitas.

Eu curto cada momento de saudade que ela me traz. 

Poderia fechar os olhos e lembrar? Sim. 

Até admito que não vou lembrar cada detalhe, 

mas as coisas boas vão me inundar e, inclusive, 

me farão repensar os motivos de cada decisão. 

Quem nunca se pegou pensando se poderia ter sido diferente? 

E poderia, mas não foi. 

Coloco a caixa de volta no lugar e nem preciso engolir o choro. 

O sorriso no meu rosto já o substituiu 

quando me dou conta de que estou exatamente onde deveria estar. 

Se todos que passaram em minha vida me deram boas recordações, 

agradeço a esse pequeno tesouro por me mostrar 

que eles acabaram deixando bem mais. 

Cada recordação é um pedaço de amor que eu carrego comigo. 

Amor que não se perde. Se acumula.