Lembrando que...

No meu blog há inúmeras imagens, artigos e materiais encontrados na internet.
Caso vc seja o autor de quaisquer materiais, deixe seu recadinho, que lhe darei os devidos créditos.
Sem mais,
Julia Campanucci
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terça-feira, 28 de maio de 2013

Basta-me o Essencial....




Belíssimo texto de Rubem Alves. 
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Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho mais passado do que futuro.


Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço...

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos quero a essência, minha alma tem pressa.

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora e não foge de sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena e para mim basta o essencial.

Rubem Alves (Tempo e Jabuticabas)


quinta-feira, 15 de março de 2012

Pra que serve uma relação?





......Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

......Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

......Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo. 

......Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa. 

......Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem corpo um do outro quando o cobertor cair. 

......Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.






Drauzio Varella é médico cancerologista, formado pela USP.
 Nasceu em São Paulo, em 1943. Este seu artigo está sendo divulgado pela internet.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Pelo.



Amo-te ao sinal  de um farol,
de bússolas, relógios e mares de distantes imprevistos.
Amo-te em recados ausentes reticentes que você finge não ler.
Te amo assim em ressaca pronominal.
Que nome posso dar? Saudade, que nome o teu de luz? Avesso?
Amo os teus olhos escuros do outro lado da rua, da mesa,
do outro lado da baía de todos os santos,
todas as figas, todos os dias, as noites sem o sereno de teus beijos.
Ah, teus beijos de encaixe o perfeito,
o pleno, o plano, no planejo de amores de agosto
em janeiro ou fevereiro, criminoso invento.
Sinto tudo de falta e desejo,
falha sou e folha solta vou à deriva,
e obscura hei de seguir pistas erradas, notícias de agulhas,  
 fazendo vigílias em palheiros, velando os sonoros,
dançando doida ritmos ciganos,com cavalos libertos
- como aquele que no meu corpo me fez sacana pra me ferir.
Passageira de um trem de renascenças,
amo-te o imponderável, o cheiro doce,
o homem o bruto e o belo, o sexo e o afeto.
Sonho o dia da ressurreição do amor:
desperto, livre, correndo ao teu segredo no ouvido,
misturado aos lençóis do teu país, da tua terra. Divino.
Vou estrangeira sem passaporte e em transe,
calma e alucinada,
desabrochando de fruta madura,
vôo acesa a casa da alma inteira,
de fitas nos cabelos,
rosas nas mãos
e olhos grandes, aguados, de aguardos de demora, de esperas,
te chamando, te clamando
por duas três quatro mil vidas ou mais.

Patricia Porto



sábado, 18 de fevereiro de 2012

Quanta coisa passou despercebido...




Um homem sentou-se em uma estação de metro em Washington DC e começou a tocar violino; era uma fria manhã de Janeiro. Ele tocou 6 peças de Bach por aproximadamente 45 minutos. Durante esse tempo, considerando que era horário de pico, calcula-se que 1100 pessoas passaram pela estação, a maioria a caminho pro trabalho.


Três minutos se passaram, e um homem de meia-idade percebeu que um músico estava tocando. Ele diminuiu o passo, parou por alguns segundos, e então apressou-se a seus compromissos.



Um minuto depois, o violinista recebeu sua primeira gorjeta de 1 dólar: uma mulher arremessou o dinheiro na caixa e continou a andar.



Alguns minutos depois, alguém encostou-se na parede para ouvi-lo, mas o homem olhou para seu relógio e voltou a andar. Obviamente ele estava atrasado para o trabalho.



O qual prestou mais atenção foi um garoto de 3 anos de idade. Sua mãe que o trazia, o apressou, mas o garoto parou pra olhar o violinista. Por fim, a mãe o empurrou fortemente, e a criança continuou a andar, virando sua cabeça a toda hora. Essa ação se repetiu por muitas outras crianças. Todos os pais, sem exceções, os forçaram a seguir andando.



Nos 45 minutos que o músico tocou, apenas 6 pessoas pararam e ficaram lá por um tempo. Aproximadamente 20 o deram dinheiro, mas continuaram a andar normalmente. Ele recebeu $32. Quando ele acabou de tocar, ninguém percebeu. Ninguém aplaudiu, tampouco houve algum reconhecimento.



Ninguém sabia disso, mas o violinista era Joshua Bell, um dos mais talentosos músicos do mundo. Ele acabara de tocar umas das peças mais difíceis já compostas, em um violino que valia $3,5 milhões de dólares.



Dois dias antes dele tocar no metrô, Joshua bell esgotou os ingressos em um teatro de Boston onde cada poltrona era aproximadamente $100.



Esta é uma história real. Joshua Bell tocou incógnito na estação de metrô, que foi organizado pelo Washington Post como parte de um experimento social sobre percepção, gosto, e prioridade das pessoas. O cabeçalho era: no ambiente comum em uma hora inapropriada: NÓS PERCEBEMOS A BELEZA ? NÓS PARAMOS PARA APRECIÁ-LA ? NÓS RECONHECEMOS TALENTO EM UM CONTEXTO INESPERADO ?



Uma das possíveis conclusões desse experimento poderia ser:




SE NÓS NÃO TEMOS TEMPO PARA PARAR E OUVIR UM DOS MELHORES MÚSICOS DO MUNDO TOCANDO ALGUMAS DAS MELHORES MÚSICAS JÁ COMPOSTAS, QUANTAS OUTRAS COISAS MAIS NÃO ESTAMOS PERDENDO ???


terça-feira, 10 de janeiro de 2012



Mensagem linda de hoje...






Tempo de sol


É tempo de ver o sol, ainda que seja noite,

pois sabemos "racionalmente", que o sol não sumiu,

apenas se escondeu para que a lua se exiba no céu.

Então, deixar-se aquecer pela certeza de que a felicidade não sumiu,

apenas deu um tempo para que a tristeza se exibisse,

mostrasse para você que o melhor de tudo é ser feliz,

e que se perdeu um amor, não perdeu a capacidade de amar,

se perdeu um dente, a boca ainda está no lugar,

se perdeu um emprego, a experiência ainda está lá,

se perdeu um parente, outro ficou para cuidar
,
se perdeu um sonho, esta noite foi feita para sonhar.

Não se perca de você, este sim, é difícil de achar.

O resto é manter a chama do amor acesa,

pois somos essencialmente feitos de amor,

tudo em nós é música suave, é poesia e calor,

nós é que nos escondemos, nos assustamos, esfriamos.

É tempo de acender tochas amorosas em nós mesmos,

espalhar o amor como semente generosa,

e confiar que no tempo certo, colheremos,

cestos e cestos de flores perfumadas,

perfume de muito valor,

o perfume do amor.


(Paulo Roberto Gaefke)


sábado, 26 de novembro de 2011

casem-se sempre!




Meus Amigos separados não cansam de perguntar 
como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher.

As mulheres sempre mais maldosas que os homens, 
não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada
 com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.

Os jovens é que fazem as perguntas certas, 
ou seja, querem conhecer o segredo
 para manter um casamento por tanto tempo.

Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário.

Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, 
mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue:

Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. 
Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade.

Eu, na realidade já estou em 
meu terceiro casamento - a única diferença
 é que casei três vezes com a mesma mulher.

Minha esposa, se não me engano 
está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas
 mais vezes que eu.

O segredo do casamento não é a harmonia eterna.

Depois dos inevitáveis arranca-rabos,
 a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo 
com a mesma mulher.

O segredo no fundo é renovar o casamento
 e não procurar um casamento novo.

Isso exige alguns cuidados e preocupações 
que são esquecidos no dia-a-dia do casal.

De tempos em tempos, é preciso renovar a relação.

De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, 
voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido.

Há quanto tempo vocês não saem para dançar?

Há quanto tempo você não tenta 
conquistá-la ou conquistá-lo 
como se seu par fosse um pretendente em potencial?

Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel,
 sem os filhos eternamente brigando 
para ter a sua irrestrita atenção?

Sem falar dos inúmeros quilos que se
 acrescentaram a você depois do casamento.

Mulher e marido que se separam 
perdem 10 kg 
em um único mês, 
por que vocês não podem conseguir o mesmo?

Faça de conta que você está de caso novo.

Se fosse um casamento novo, 
você certamente passaria a freqüentar lugares novos
 e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, 
trocaria seu guarda-roupa, os discos,
 o corte de cabelo, a maquiagem.

Mas tudo isso pode ser feito 
sem que você se separe de seu cônjuge.

Vamos ser honestos: 
ninguém agüenta a mesma mulher
 ou o mesmo marido por trinta anos 
com a mesma roupa, o mesmo batom, 
com os mesmos amigos, com as mesmas piadas.

Muitas vezes não é a sua esposa 
que está ficando chata e mofada, 
é você, são seus próprios móveis 
com a mesma desbotada decoração.

Se você se divorciasse, 
certamente trocaria tudo,
 que é justamente um dos prazeres da separação.

Quem se separa se encanta 
com a nova vida, 
a nova casa, um novo bairro, 
um novo circuito de amigos.

Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso.

Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar.

Isso obviamente custa caro e 
muitas uniões se esfacelam porque o casal 
se recusa a pagar esses pequenos custos necessários
 para renovar um casamento.

Mas se você se separar 
sua nova esposa vai querer novos filhos,
 novos móveis, novas roupas 
e você ainda terá a pensão
 dos filhos do casamento anterior.

Não existe essa tal 'estabilidade do casamento' 
nem ela deveria ser almejada.

O mundo muda, e você também, 
seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos.

A melhor estratégia para salvar um casamento
 não é manter uma 'relação estável', 
mas saber mudar junto.

Todo cônjuge precisa evoluir estudar, 
aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais 
teria pensado em fazer no inicio do casamento.

Você faz isso constantemente no trabalho, 
porque não fazer na própria família?

É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.

Portanto descubra a nova mulher ou 
o novo homem que vive ao seu lado, 
em vez de sair por aí tentando descobrir
 um novo interessante par.

Tenho certeza que seus filhos 
os respeitarão pela decisão de se manterem juntos 
e aprenderão a importante lição de 
como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças.

Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão:
 por isso de vez em quando é necessário casar-se de novo, 
mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.


Arnaldo Jabor

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Você é ... ( escolha! )



Mensagem do Dia

Você é...

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.
(Martha Medeiros)