Lembrando que...

No meu blog há inúmeras imagens, artigos e materiais encontrados na internet.
Caso vc seja o autor de quaisquer materiais, deixe seu recadinho, que lhe darei os devidos créditos.
Sem mais,
Julia Campanucci
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Felicidade



com ele eu queria ser feliz
mas comigo ele não era feliz
tbem não foi feliz com outra
que eu sei!

Felicidade

tanta gente buscando ser feliz
e em poucos versos...
quantos infeliz's?

e hoje, seremos felizes?

com ele eu quero ser feliz
mas comigo ele tem medo de ser feliz
não será feliz de outro jeito
que eu sei!

Felicidade

a nossa batendo à porta
que ainda está com tranca
mas você não gira a chave
tem medo, eu sei!

Felicidade

Por quanto tempo insistirá,
em unir o nosso olhar,
Que ele finge não notar
Finge! Na verdade
nota, que eu sei

Felicidade

Estou cá a te esperar
Não demora
Eu to pronta pra voar
e para sempre te amar
Você sabe, né?  Eu sei!

Julia Campanucci



domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Pelo.



Amo-te ao sinal  de um farol,
de bússolas, relógios e mares de distantes imprevistos.
Amo-te em recados ausentes reticentes que você finge não ler.
Te amo assim em ressaca pronominal.
Que nome posso dar? Saudade, que nome o teu de luz? Avesso?
Amo os teus olhos escuros do outro lado da rua, da mesa,
do outro lado da baía de todos os santos,
todas as figas, todos os dias, as noites sem o sereno de teus beijos.
Ah, teus beijos de encaixe o perfeito,
o pleno, o plano, no planejo de amores de agosto
em janeiro ou fevereiro, criminoso invento.
Sinto tudo de falta e desejo,
falha sou e folha solta vou à deriva,
e obscura hei de seguir pistas erradas, notícias de agulhas,  
 fazendo vigílias em palheiros, velando os sonoros,
dançando doida ritmos ciganos,com cavalos libertos
- como aquele que no meu corpo me fez sacana pra me ferir.
Passageira de um trem de renascenças,
amo-te o imponderável, o cheiro doce,
o homem o bruto e o belo, o sexo e o afeto.
Sonho o dia da ressurreição do amor:
desperto, livre, correndo ao teu segredo no ouvido,
misturado aos lençóis do teu país, da tua terra. Divino.
Vou estrangeira sem passaporte e em transe,
calma e alucinada,
desabrochando de fruta madura,
vôo acesa a casa da alma inteira,
de fitas nos cabelos,
rosas nas mãos
e olhos grandes, aguados, de aguardos de demora, de esperas,
te chamando, te clamando
por duas três quatro mil vidas ou mais.

Patricia Porto



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Arrisque-se!

Hoje me dei conta de que as
pessoas vivem a esperar por algo
E quando surge uma oportunidade
Se dizem confusas e despreparadas
Sentem que não merecem
Que o tempo certo ainda não chegou
E a vida passa
E os momentos se acumulam
como papéis sobre uma mesa
Estamos nos preparando para qualquer coisa
Mas ainda não aprendemos a viver
A arriscar por aquilo que queremos
A sentir aquilo que sonhamos
E assim adiamos nossas
vidas por tempo indeterminado
Até que a vida se encarregue
de decidir por nós mesmos
E percebemos o quanto perdemos
E o tanto que poderíamos ter evitado
Como somos tolos em nossos
pensamentos limitados
Em nossas emoções contidas
Em nossas ações determinadas
O ser humano se prende em si mesmo
Por medo e desconfiança
Vive como coisa
Num mundo de coisas
O tempo esperado é o agora
Sua consciência lhe direciona
Seus sentidos lhe alertam
E suas emoções não
mais são desprezadas
Antes que tudo acabe
É preciso fazer iniciar
Mesmo com dor e sofrimento
Antes arriscar do que apenas sonhar.
Cecilia Meireles

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cantiga de Amor


Que tal você chegar
Pra me escutar melhor
Eu vou contar
Uma história pra você

É linda e
como tudo é na vida
Eu vou dizer
Estou aqui pra amar você

Arabela


A Flor Amarela


Olha
a janela
da bela
Arabela.

Que flor
é aquela
que Arabela
molha?

É uma flor amarela

...

Cecília Meireles

segunda-feira, 18 de abril de 2011

E o que vem depois...


                          Depois






















Dedilhei canções
Escondi tufões
Neguei perdões
Evitei senões

E nessas pegadas
ainda fincadas
em meu caminho,
está o desalinho
de todas as cores
e até dos sabores
que desistimos
de viver juntos.

O tempo que corre
e escorre feito água,
não ameniza a mágoa,
não maquia a falta,
e não te exclui da pauta
dos meus planos,
hoje banhados
em tantos enganos.

Nem a frase mais certa
estancou a ferida, ainda aberta.
Nem o beijo mais quente
saciou esse querer, demente.
Nem o gemido, feito à dois
abrandou a dor, do depois.

(Foto: Robson Bolsoni)


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Esconde - Esconde dos Sentimentos...




Contam que, uma vez, se reuniram todos os sentimentos, qualidades e defeitos dos
homens em um lugar da terra.

Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre
tão louca, lhes propôs:

Vamos brincar de esconde-esconde?

A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE, sem poder
conter-se, perguntou:

Esconde-esconde? Como é isso?

 - É um jogo.

explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão
enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês
que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo.

O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA.

A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou por convencer a DÚVIDA e até mesmo a APATIA,
que nunca se interessava por nada.

Mas nem todos quiseram participar:

A VERDADE preferiu não esconder-se. - "Para que, se no final todos me encontram?" - Pensou.

A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto e a COVARDIA preferiu não arriscar-se.

Um, dois, três, quatro... - Começou a contar a LOUCURA.

A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu atrás da
primeira pedra do caminho.

A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu
próprio esforço tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta.

A GENEROSIDADE quase não conseguiu esconder-se, pois cada local que encontrava,
lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos:

Se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA.

Se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ.

Se era o vôo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA.

Se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE.

E assim, acabou escondendo-se em um raio de sol.

O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cômodo,
mas apenas para ele.

A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás
do arco-íris) e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões.

O ESQUECIMENTO, não recordo-me onde escondeu-se, mas isso não é o mais importante.

Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.998, o AMOR ainda não havia encontrado um lugar
para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou uma rosa e,
carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas flores.

Um milhão! - terminou de contar a LOUCURA e começou a busca.

A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra.

Depois, escutou-se a FÉ discutindo com DEUS, no céu, sobre zoologia.

Sentiu vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões.

Em um descuido, encontrou a INVEJA e claro, pode deduzir onde estava o TRIUNFO.

O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo.

Ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.

De tanto caminhar, sentiu sede e ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA.

A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de
que lado esconder-se.

E assim foi encontrando a todos:

O TALENTO entre a erva fresca,

a ANGÚSTIA em uma caverna escura,

a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano)

e até o ESQUECIMENTO, que já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde.

Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local.

A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, em baixo de cada rocha do planeta e em cima
das montanhas.

Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral.

Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, escutou-se
um doloroso grito.

Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos.

A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se.

Chorou, rezou, implorou, pediu e até prometeu ser seu guia.

Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra:

O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha.


"Alguns chamarão de loucura

Mas eu saberei que é amor!"


quinta-feira, 31 de março de 2011

Metade



Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também

Oswaldo Montenegro

segunda-feira, 28 de março de 2011

Só




Não sinto falta
Só a sobra


Não tenho saudade,
Só vontade


Eu não te quero
Só te espero


Não desejo
Só teu beijo


De você, nem um pouco
Só o todo


Eu primeiro!
E você inteiro


Só pra mim...


Julia Campanucci

terça-feira, 22 de março de 2011

Pronto!


Ora penso que encontrei, 
Ora penso que não
O amor que tanto sonhei, 
Ou será só mais uma paixão?


As vezes penso que é você
Outra hora acho que ainda há de aparecer
Acredito no nosso reencontro com, ou sem nenhuma,
 explicação
As vezes tento crer num novo amor, assim e pronto. Atração.


Sinto que se não for você, não há de ser!
Se não é você, quem haveria de ser?
Mas, seja lá o que for acontecer
Eu tô pronta pra viver!




Julia Campanucci

sábado, 19 de março de 2011

Uma esperança q só me dá pesares

Eu tenho quinze anos
E sou morena e linda!
Mas amo e não me amam
E tenho amor ainda.
E por tão triste amar,
Aqui venho chorar.
...
O riso de meus lábios
Há muito que murchou;
Aquele que eu adoro
Ah! Foi quem matou;
Ao riso, que morreu,
O pranto sucedeu.
...
O fogo de meus olhos
De todo se acabou,
Aquele que eu adoro
Foi quem o apagou:
Onde houve fogo tanto
Agora corre o pranto.

...
O coração tão puro
Já sabe o que é amor,
Aquele que eu adoro
Ah! Só me dá rigor:
O coração no entanto
Desfaz o amor em pranto.

...
Lá vem sua piroga
Cortando leve os mares,
Lá vem uma esperança
Que sempre dá pesares:
Lá vem o meu encanto,
Que sempre causa pranto.

...
Lá vem do feliz bosque
Cansado de caçar,
Qual beija-flor que cansa
De mil flores a beijar:
Quando há de ele, cansado,
Descansar a meu lado?

...
Oh bárbaro! Tu partes
E nem sequer me olhaste?
Amor tão delicado
Em outra já achaste?
Oh bárbaro! responde,
Amor como este, aonde?

...
Não sabes que me chamam
A bela do deserto?...
Empurras para longe
O bem que te está perto?...
Só pagas com rigor
As lágrimas de amor?...



A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo (RJ 1820-1882)
Romantismo - Prosa


Essa obra faz referencia á uma lenda da índia Ahy e o índio Aoitin






Ahy morava numa rústica gruta em uma bela ilha.
Um dia ela apaixona-se por Aoitin. Porém, ele nunca se apercebe de tal amor.
Então, já desalentada Ahy sobe ao topo da gruta e lá chora e canta seu amor.
Suas lágrimas ultrapassam a rocha e cai sobre Aoitin que adormecera na gruta. 
Quando ele acorda, descobre-se apaixonado por Ahy e ambos vivem felizes para sempre


rsrsrs


É romance, gente! 


Bonitinho, né?




O quadro é da pintora Ana Lúcia Mendina
Chama-se: "Caju, Mangas e Caboclas"

A Flor do Maracujá

Estudando para a prova de literatura encontrei este belo 
poema de Fagundes Varela (1841 -1875)
Poeta Romancista da 2ª geração - Ultra - Romantismo




Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do Sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá!


Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas de sereno
Nas folhas do gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá.


Pelas tranças da mãe-d'água 
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá.


Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá!


Pelo mar, pelo deserto, 
Pelas montanhas, sinhá!
Pelas florestas imensas
Que falam de Jeová!
Pela lança ensangüentado
Da flor do maracujá!


Por tudo que o céu revela!
Por tudo que a terra dá
Eu te juro que minh'alma
De tua alma escrava está!!..
Guarda contigo este emblema
Da flor do maracujá!


Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em - a -
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios 
Da flor do maracujá!



...