Lembrando que...

No meu blog há inúmeras imagens, artigos e materiais encontrados na internet.
Caso vc seja o autor de quaisquer materiais, deixe seu recadinho, que lhe darei os devidos créditos.
Sem mais,
Julia Campanucci
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domingo, 25 de março de 2012

Agora eu sei



“Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão” 


(Clarice Lispector)


sábado, 24 de março de 2012

O que vc faria com um pedido desse?

 

Ora, bela moça, vou ser direto, ser sincero
Só sinto sua ausência aos domingos,
Aqueles entediantes quando o meu time perde
Aqueles de calor quando o meu time ganha
Só quando chove, só antes de dormir
Vez ou outra, quando acordo, quando sonho,
Quando dirijo, abro a geladeira, tiro as meias,
Passo a roupa, mudo de canal, escovo os dentes
Quando perco os óculos, quando perco a hora
Só enquanto faço a digestão do almoço, do jantar,
Espero a sobremesa, pego a fila, pago a conta
Só sinto sua ausência quando sonho contigo de noite,
Quando sonho contigo de dia, de madrugada,
Dormindo ou acordado, quando não sonho,
Quando lembro do coração na parede, o vinho,
Uvinha, Pera, Amora, sua calcinha, ontem, agora,
Quando torço, quando vivo, quando morro
E morro de vez em quando, quando sinto sua ausência
Mas só de vez em quando, vez em nunca


Pronto! Ponto.
Tentei fingir que era pouco.
Tentei, não deu, já deu a hora de você voltar.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Reverso Processo

 



O desejo maior é colocar uma roupa, e transpôr qualquer limite de tempo-espaço, surgir ao teu lado e dizer que te amo. Te amo e só. Esperando, claro, que você compreenda a mensagem e a dimensão que essas estúpidas palavras carregam.


É pecar, e cometer os mesmos erros de novo. E de novo. E de novo.
Sem martírio, sem arrependimento. 


É um amor injustificável, que desprezo e tento a todo custo evitar.
Só que é mais forte que eu. É bem mais forte. 


**********  Carolina Sá   **********



Corre! eu tô te esperando na linha final

Venha logo, traga de volta a minha certeza, não deixe, por favor, não deixe. Traga um agasalho para esquentar a minha falta de amor e ganhe em troca um ingresso para a minha fidelidade. Não espere o horário do trânsito livre, não espere ouvir o que você não quer, não espere a vida dar merda para colocar a culpa na vida. Eu ainda estou aqui por você, limpa, ilesa, sua. Mas cada milímetro do meu corpo me implora por vida, por magia, por encantamento. Por favor, me roube, não deixe, não esqueça do nosso pacto em não ser mais um daqueles casais que não conversam no restaurante e reparam tristes nos outros. (...) É fácil, basta você querer, eu ainda quero tanto.
Venha agora, não espere o músculo, a piada, o botão, o calo, a saudade, o arrependimento, o vazio. Eu preciso sentir que você ainda sente, eu preciso que o seu coração dê um choque no meu, eu preciso saber que seu peito ainda aperta um pouco quando eu vou embora e se espalha como borboletas nas veias quando eu chego. Tudo o que eu quero, quando ele me olha sem pressa e sorri nervoso sem saber porque a gente procura se perder, é que você desligue o DVD e me diga que esse filme é batido e não tem final feliz. Eu quero que você grite dentro da minha cabeça que não precisamos disso e que, por alguma razão, quando a gente se afasta a dor é maior do que todo o mundo que nos espera. Eu ainda preciso que você me ache bonita, se surpreenda, me comemore e esqueça um pouco de todo o resto pra se encantar sem medo do tempo. Não me tire a razão, não me tire a honra, não me faça estragar tudo só para sentir o vento na cara de novo e a música alta. Berre e assopre em mim enquanto é tempo. Me coma na cozinha, quebre a mesa, faça um escândalo, qualquer coisa para tirar o cheiro de velório do meu ventre. Eu ainda quero viver para você. Venha agora, ganhe a corrida, passe todo o resto pra trás, é você quem eu continuo eternamente esperando na linha final.
Tati Bernardi


quinta-feira, 15 de março de 2012

Pra que serve uma relação?





......Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

......Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

......Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo. 

......Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa. 

......Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem corpo um do outro quando o cobertor cair. 

......Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.






Drauzio Varella é médico cancerologista, formado pela USP.
 Nasceu em São Paulo, em 1943. Este seu artigo está sendo divulgado pela internet.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Eu Contra o Tempo



...
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder
Me esquecer
( Nana Caymmi )

segunda-feira, 12 de março de 2012

Eu tenho certeza que não...


...estou voltando á pé pra casa, avariada. Eu sei,não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória,sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.  Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor!


Divã (Martha Medeiros)

domingo, 11 de março de 2012

A mais bela história da sua vida


Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem arrependimento. Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos. Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos. Que termine com a sensação de ter me degustado por completo, mas como quem sai da mesa antes da sobremesa: com a impressão que poderia ter se fartado um pouco mais. E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história, para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da sua vida. E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida."

(Tati Bernardi)


domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Pelo.



Amo-te ao sinal  de um farol,
de bússolas, relógios e mares de distantes imprevistos.
Amo-te em recados ausentes reticentes que você finge não ler.
Te amo assim em ressaca pronominal.
Que nome posso dar? Saudade, que nome o teu de luz? Avesso?
Amo os teus olhos escuros do outro lado da rua, da mesa,
do outro lado da baía de todos os santos,
todas as figas, todos os dias, as noites sem o sereno de teus beijos.
Ah, teus beijos de encaixe o perfeito,
o pleno, o plano, no planejo de amores de agosto
em janeiro ou fevereiro, criminoso invento.
Sinto tudo de falta e desejo,
falha sou e folha solta vou à deriva,
e obscura hei de seguir pistas erradas, notícias de agulhas,  
 fazendo vigílias em palheiros, velando os sonoros,
dançando doida ritmos ciganos,com cavalos libertos
- como aquele que no meu corpo me fez sacana pra me ferir.
Passageira de um trem de renascenças,
amo-te o imponderável, o cheiro doce,
o homem o bruto e o belo, o sexo e o afeto.
Sonho o dia da ressurreição do amor:
desperto, livre, correndo ao teu segredo no ouvido,
misturado aos lençóis do teu país, da tua terra. Divino.
Vou estrangeira sem passaporte e em transe,
calma e alucinada,
desabrochando de fruta madura,
vôo acesa a casa da alma inteira,
de fitas nos cabelos,
rosas nas mãos
e olhos grandes, aguados, de aguardos de demora, de esperas,
te chamando, te clamando
por duas três quatro mil vidas ou mais.

Patricia Porto



sábado, 18 de fevereiro de 2012

Quanta coisa passou despercebido...




Um homem sentou-se em uma estação de metro em Washington DC e começou a tocar violino; era uma fria manhã de Janeiro. Ele tocou 6 peças de Bach por aproximadamente 45 minutos. Durante esse tempo, considerando que era horário de pico, calcula-se que 1100 pessoas passaram pela estação, a maioria a caminho pro trabalho.


Três minutos se passaram, e um homem de meia-idade percebeu que um músico estava tocando. Ele diminuiu o passo, parou por alguns segundos, e então apressou-se a seus compromissos.



Um minuto depois, o violinista recebeu sua primeira gorjeta de 1 dólar: uma mulher arremessou o dinheiro na caixa e continou a andar.



Alguns minutos depois, alguém encostou-se na parede para ouvi-lo, mas o homem olhou para seu relógio e voltou a andar. Obviamente ele estava atrasado para o trabalho.



O qual prestou mais atenção foi um garoto de 3 anos de idade. Sua mãe que o trazia, o apressou, mas o garoto parou pra olhar o violinista. Por fim, a mãe o empurrou fortemente, e a criança continuou a andar, virando sua cabeça a toda hora. Essa ação se repetiu por muitas outras crianças. Todos os pais, sem exceções, os forçaram a seguir andando.



Nos 45 minutos que o músico tocou, apenas 6 pessoas pararam e ficaram lá por um tempo. Aproximadamente 20 o deram dinheiro, mas continuaram a andar normalmente. Ele recebeu $32. Quando ele acabou de tocar, ninguém percebeu. Ninguém aplaudiu, tampouco houve algum reconhecimento.



Ninguém sabia disso, mas o violinista era Joshua Bell, um dos mais talentosos músicos do mundo. Ele acabara de tocar umas das peças mais difíceis já compostas, em um violino que valia $3,5 milhões de dólares.



Dois dias antes dele tocar no metrô, Joshua bell esgotou os ingressos em um teatro de Boston onde cada poltrona era aproximadamente $100.



Esta é uma história real. Joshua Bell tocou incógnito na estação de metrô, que foi organizado pelo Washington Post como parte de um experimento social sobre percepção, gosto, e prioridade das pessoas. O cabeçalho era: no ambiente comum em uma hora inapropriada: NÓS PERCEBEMOS A BELEZA ? NÓS PARAMOS PARA APRECIÁ-LA ? NÓS RECONHECEMOS TALENTO EM UM CONTEXTO INESPERADO ?



Uma das possíveis conclusões desse experimento poderia ser:




SE NÓS NÃO TEMOS TEMPO PARA PARAR E OUVIR UM DOS MELHORES MÚSICOS DO MUNDO TOCANDO ALGUMAS DAS MELHORES MÚSICAS JÁ COMPOSTAS, QUANTAS OUTRAS COISAS MAIS NÃO ESTAMOS PERDENDO ???


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Como no 1º dia




E o ano se inicia e com ele uma nova turma, novos alunos, uma nova perspectiva.
Com o ano novo, um novo desejo, uma louca vontade, uma alegria sem fim e um medo tão grande em mim... É sempre assim!

Medo? _Talvez você me pergunte: _ Medo?
Medo! Pois é, medo... Mas é um medo bom. O medo que a bailarina sente antes de bailar no palco, o medo que sente o trapezista antes de subir na corda, um medo de professora que aguarda o aluno a bater na porta... É esse medo que toma conta de mim, um misto de medo, de ansiedade, de louca vontade... Um frio na barriga, como no primeiro dia.

Acordo cedo, antes do despertar do relógio. Penso no que vou vestir. Busco e procuro algo que descreva o que há de melhor em mim. 

É hora de ir pro trabalho. 

Coração batendo forte, e eu já sei o que me espera!

Na escola, uma equipe maravilhosa, mas todos em polvorosa situação.

Os pais têm em suas mãos o seu maior de todos os tesouros. Querem me entregar, mas as mãos parecem não alcançar, não querem... Não querem dos seus filhos, a sua mão soltar.

É difícil, é indescritível! É uma lágrima contida, presa, é um nó no peito, é uma luta, é um feito... Não tem jeito!

Tem criança que chora, tem criança que fica e logo quer ir embora, tem criança que briga, que grita, que bate e xinga, tem aquelas que grudam, agarram, e que não vão te perder (de vista)

E não é um, nem dois. São vinte e dois! 

E a professora, em meio à enorme loucura, só tem esse, esse exato momento de mostrar pra turma quem é, o que é e o que faz ali...

É ganhar ou perder, sem engano. Exatamente ali, naquele momento de loucura, de tensão, de emoção. O aluno te examina, te observa, nota e anota a sua reação.

E como a bailarina em sua sapatilha. O professor apresenta ali sem cortina, a sua peça teatral... Todos passos bem marcados, com olhares entrelaçados, compreende a dor desse momento tão dilacerado, mas com a firmeza que encanta, leva a dança e encerra a valsa com a certeza do aplauso. Que não vem de cima, nem debaixo _ vem do palco! 

E é assim. O primeiro dia é assim
com essa angustia sobre mim
Mas eu já sei que já passa já.

E eu amo tudo isso em mim e amo meu trabalho e tudo o que eu faço!

 Julia Campanucci

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pra lembrar Sampa...



Num apartamento perdido na cidade,
alguém está tentando acreditar
que as coisas vão melhorar ultimamente.
A gente não consegue
ficar indiferente debaixo desse céu

No meu apartamento
você não sabe o quanto voei,
o quanto me aproximei de lá da Terra

As luzes da cidade não chegam as estrelas sem antes me buscar.

Na medida do impossível tá dando pra se viver.
Na cidade de São Paulo, o amor é imprevisível
como você e eu e o céu.

Num apartamento perdido na cidade
alguém está tentando acreditar
que as coisas vão melhorar ultimamente
A gente não consegue
ficar indiferente debaixo desse céu.

No meu apartamento
você não sabe o quanto voei
o quanto me aproximei de lá da Terra, não.

As luzes da cidade não chegam as estrelas sem antes me buscar.

Na medida do impossível tá dando pra se viver
Na cidade de São Paulo, o amor é imprevisível
como você e eu e o céu.

(Zélia Duncan)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Meu Coração




"... não somos senhores do tempo, não temos a formula, nem bola de cristal pra saber o que será, mas temos um coração que palpita dentro de nós e que acelera, desacelera, um coração que tem pressa ou que pede calma, um coração que se desmancha ou que se petrifica diante tudo isso... meu coração nesse momento, está ao seu dispor!" 

Julia Campanucci



domingo, 22 de janeiro de 2012

Só um dia





Pra mim
Basta um dia
Não mais que um dia
Um meio dia
Me dá
Só um dia
E eu faço desatar
A minha fantasia
Só um
Belo dia
Pois se jura, se esconjura
Se ama e se tortura
Se tritura, se atura e se cura
A dor

(Buarque)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Pra ficar perto...



QUINDINS NA PORTARIA



Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, 'Fidelidades', onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio de Mário Quintana: "Para estar ao lado sem pesar com a presença".   

Há outras histórias e poemas interessantes no livro, mas me detive nesta frase porque não pesar aos outros com nossa presença é um raro estalo de sensibilidade.

Para a maioria das pessoas, isso que chamo de um raro estalo de sensibilidade tem outro nome: frescura.
Afinal, todo mundo gosta de carinho, todo mundo quer ser visitado, ninguém pesa com sua presença num mundo já tão individualista e solitário.

Ah, pesa. Até mesmo uma relação íntima exige certos cuidados.
Eu bato na porta antes de entrar no quarto das minhas filhas e na de meu próprio quarto, se sei que está ocupado.

Eu pergunto para minha mãe se ela está livre antes de prosseguir com uma conversa por telefone.

Eu não faço visitas inesperadas a ninguém, a não ser em caso de urgência, mas até minhas urgências tive a sorte de que fossem delicadas.

Pessoas não ficam sentadas em seus sofás aguardando a chegada do Messias, o que dirá a do vizinho.

Pessoas estão jantando.
Pessoas estão preocupadas.

Pessoas estão com o seu blusão preferido, aquele meio sujo e rasgado, que elas só usam quando ninguém está vendo.

Pessoas estão chorando.
Pessoas estão assistindo a seu programa de tevê favorito.

Pessoas estão se amando.

Avise que está a caminho. Frescura, jura? Então tá, frescura, que seja.

Adoro e-mails justamente porque são sempre bem-vindos, e posso retribuí-los, sabendo que nada interromperei do lado de lá.

Sem falar que encurtam o caminho para a intimidade.

Dizemos pelo computador coisas que, face a face, seriam mais trabalhosas.

Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo?
Nem se discute que o encontro é sagrado.

Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios.
Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela.
Quando mando flores, vou junto com o cartão.

Já visitei um pequeno lugarejo só para sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes.  Também é estar junto.

Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço.


Martha Medeiros

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Preste Atenção!

        

       Ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriorese as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos. Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá. Manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra...



domingo, 15 de janeiro de 2012

Só 1 coisa me entristece...




A Jura de amor que eu não fiz!


Só uma palavra me devora


Aquela que meu coração não diz


Só o que me cega

O que me faz infeliz


É o brilho do olhar

Que não sofri