Lembrando que...

No meu blog há inúmeras imagens, artigos e materiais encontrados na internet.
Caso vc seja o autor de quaisquer materiais, deixe seu recadinho, que lhe darei os devidos créditos.
Sem mais,
Julia Campanucci
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sábado, 24 de março de 2012

O que vc faria com um pedido desse?

 

Ora, bela moça, vou ser direto, ser sincero
Só sinto sua ausência aos domingos,
Aqueles entediantes quando o meu time perde
Aqueles de calor quando o meu time ganha
Só quando chove, só antes de dormir
Vez ou outra, quando acordo, quando sonho,
Quando dirijo, abro a geladeira, tiro as meias,
Passo a roupa, mudo de canal, escovo os dentes
Quando perco os óculos, quando perco a hora
Só enquanto faço a digestão do almoço, do jantar,
Espero a sobremesa, pego a fila, pago a conta
Só sinto sua ausência quando sonho contigo de noite,
Quando sonho contigo de dia, de madrugada,
Dormindo ou acordado, quando não sonho,
Quando lembro do coração na parede, o vinho,
Uvinha, Pera, Amora, sua calcinha, ontem, agora,
Quando torço, quando vivo, quando morro
E morro de vez em quando, quando sinto sua ausência
Mas só de vez em quando, vez em nunca


Pronto! Ponto.
Tentei fingir que era pouco.
Tentei, não deu, já deu a hora de você voltar.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Pra que serve uma relação?





......Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

......Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

......Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo. 

......Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa. 

......Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem corpo um do outro quando o cobertor cair. 

......Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.






Drauzio Varella é médico cancerologista, formado pela USP.
 Nasceu em São Paulo, em 1943. Este seu artigo está sendo divulgado pela internet.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Pelo.



Amo-te ao sinal  de um farol,
de bússolas, relógios e mares de distantes imprevistos.
Amo-te em recados ausentes reticentes que você finge não ler.
Te amo assim em ressaca pronominal.
Que nome posso dar? Saudade, que nome o teu de luz? Avesso?
Amo os teus olhos escuros do outro lado da rua, da mesa,
do outro lado da baía de todos os santos,
todas as figas, todos os dias, as noites sem o sereno de teus beijos.
Ah, teus beijos de encaixe o perfeito,
o pleno, o plano, no planejo de amores de agosto
em janeiro ou fevereiro, criminoso invento.
Sinto tudo de falta e desejo,
falha sou e folha solta vou à deriva,
e obscura hei de seguir pistas erradas, notícias de agulhas,  
 fazendo vigílias em palheiros, velando os sonoros,
dançando doida ritmos ciganos,com cavalos libertos
- como aquele que no meu corpo me fez sacana pra me ferir.
Passageira de um trem de renascenças,
amo-te o imponderável, o cheiro doce,
o homem o bruto e o belo, o sexo e o afeto.
Sonho o dia da ressurreição do amor:
desperto, livre, correndo ao teu segredo no ouvido,
misturado aos lençóis do teu país, da tua terra. Divino.
Vou estrangeira sem passaporte e em transe,
calma e alucinada,
desabrochando de fruta madura,
vôo acesa a casa da alma inteira,
de fitas nos cabelos,
rosas nas mãos
e olhos grandes, aguados, de aguardos de demora, de esperas,
te chamando, te clamando
por duas três quatro mil vidas ou mais.

Patricia Porto



sábado, 26 de novembro de 2011

casem-se sempre!




Meus Amigos separados não cansam de perguntar 
como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher.

As mulheres sempre mais maldosas que os homens, 
não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada
 com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.

Os jovens é que fazem as perguntas certas, 
ou seja, querem conhecer o segredo
 para manter um casamento por tanto tempo.

Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário.

Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, 
mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue:

Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. 
Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade.

Eu, na realidade já estou em 
meu terceiro casamento - a única diferença
 é que casei três vezes com a mesma mulher.

Minha esposa, se não me engano 
está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas
 mais vezes que eu.

O segredo do casamento não é a harmonia eterna.

Depois dos inevitáveis arranca-rabos,
 a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo 
com a mesma mulher.

O segredo no fundo é renovar o casamento
 e não procurar um casamento novo.

Isso exige alguns cuidados e preocupações 
que são esquecidos no dia-a-dia do casal.

De tempos em tempos, é preciso renovar a relação.

De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, 
voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido.

Há quanto tempo vocês não saem para dançar?

Há quanto tempo você não tenta 
conquistá-la ou conquistá-lo 
como se seu par fosse um pretendente em potencial?

Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel,
 sem os filhos eternamente brigando 
para ter a sua irrestrita atenção?

Sem falar dos inúmeros quilos que se
 acrescentaram a você depois do casamento.

Mulher e marido que se separam 
perdem 10 kg 
em um único mês, 
por que vocês não podem conseguir o mesmo?

Faça de conta que você está de caso novo.

Se fosse um casamento novo, 
você certamente passaria a freqüentar lugares novos
 e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, 
trocaria seu guarda-roupa, os discos,
 o corte de cabelo, a maquiagem.

Mas tudo isso pode ser feito 
sem que você se separe de seu cônjuge.

Vamos ser honestos: 
ninguém agüenta a mesma mulher
 ou o mesmo marido por trinta anos 
com a mesma roupa, o mesmo batom, 
com os mesmos amigos, com as mesmas piadas.

Muitas vezes não é a sua esposa 
que está ficando chata e mofada, 
é você, são seus próprios móveis 
com a mesma desbotada decoração.

Se você se divorciasse, 
certamente trocaria tudo,
 que é justamente um dos prazeres da separação.

Quem se separa se encanta 
com a nova vida, 
a nova casa, um novo bairro, 
um novo circuito de amigos.

Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso.

Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar.

Isso obviamente custa caro e 
muitas uniões se esfacelam porque o casal 
se recusa a pagar esses pequenos custos necessários
 para renovar um casamento.

Mas se você se separar 
sua nova esposa vai querer novos filhos,
 novos móveis, novas roupas 
e você ainda terá a pensão
 dos filhos do casamento anterior.

Não existe essa tal 'estabilidade do casamento' 
nem ela deveria ser almejada.

O mundo muda, e você também, 
seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos.

A melhor estratégia para salvar um casamento
 não é manter uma 'relação estável', 
mas saber mudar junto.

Todo cônjuge precisa evoluir estudar, 
aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais 
teria pensado em fazer no inicio do casamento.

Você faz isso constantemente no trabalho, 
porque não fazer na própria família?

É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.

Portanto descubra a nova mulher ou 
o novo homem que vive ao seu lado, 
em vez de sair por aí tentando descobrir
 um novo interessante par.

Tenho certeza que seus filhos 
os respeitarão pela decisão de se manterem juntos 
e aprenderão a importante lição de 
como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças.

Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão:
 por isso de vez em quando é necessário casar-se de novo, 
mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.


Arnaldo Jabor

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ele. Ela ... Eles!


ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem sentimentos. Aprendeu a gostar da própria companhia, sem precisar estar em uma turma de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que seja a melhor companhia para olhar a lua. Que ele possa exibir os seus dons na cozinha e o seu conhecimento em vinhos, só para ela.
Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranqüila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de tirar o fôlego.
Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte.
Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!

ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a cumplicidade em dividir os segredos.
Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.
Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele.
Quer provar que pode fazer esse homem feliz!
ELES estão por aí… sonhando um com o outro… talvez ainda nem se conheçam… mas é só uma questão de tempo, até que haja a união dessas vidas que se complementam e estão ávidas para amar e fazer o outro feliz.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O silêncio do encontro real



É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão poerfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.
Clarice Lispector

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Teus sinais


Teus sinais
Me confundem
Da cabeça aos pés
Mas por dentro
Eu te devoro
...

Teu olhar
Não me diz exato
Quem tu és
Mesmo assim
Eu te devoro

...

Te devoraria
A qualquer preço,
Porque te ignoro,
Te conheço,
Quando chove ou
Quando faz frio

...

Eu quero mesmo é viver
Pra esperar, esperar
Devorar você...


(Djavan)


terça-feira, 21 de junho de 2011

Segunda Chance




E como num filme
que rodasse ao contrário ,
vi uma lágrima subir pelo seu rosto ,
voltar aos olhos
que novamente brilharam .
e vi sumir a nuvem negra
do desgosto ,
e vi a volta do sorriso
que ha pouco
se escondera
como quem ia fugir ,
e então desfiz-me
do temor de nunca mais
ver novamente o seu rosto
a sorrir ,
vi os meus erros e tropeços
serem  desfeitos ,
nos vi felizes  como
quando começou ,
como num filme
rodando de tras pra frente ,
a alegria entre nós
enfim voltou ,
vi o amor nascer
de novo entre a gente ,
como um milagre ,
ou um sonho de menino,
voltei o tempo e
te vi a meu alcance ,
e vi a chance de
mudar nosso destino !



(http://carlossimo.arteblog.com.br - devaneios de um poeta)


sábado, 28 de maio de 2011

O que dizer nesta hora


Ontem a noite, com tanta coisa pra fazer, mas sem animo até pra levantar do lugar... vim pra cá, a fim de encontrar algo legal, algo que me motivasse, que me fizesse sentir ... busco daqui, procuro de lá, ouço uma musica, leio uma frase, observo uma imagem... e eis que me deparo com o blog da Babi (http://oquedizernestahora.blogspot.com/ ) Gente, que blog delicioso, muito bacana... eu recomendo! Me encontrei, me senti, me reli ... foi bom demais... a visitem! vcs vão gostar...

Já de cara, gostei deste texto...  


"Eles se amam, todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo, outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso."

Tati Bernardi 


sábado, 30 de abril de 2011

Depois de tanto tempo sem amor, sem amar





Depois de tanto tempo sem amor, sem amar
ela surge, no alto da arquibancada
cambaleando na escada


E inicia-se uma espera.
Quanto tempo?


Pouco, bem pouco
e ela me diz: _ surpresa!


Depois de tanto tempo sem amor, sem amar
alguém pra falar, pra abraçar, pra chorar
e ela vem pra me afagar


E inicia-se um namoro
Quanto tempo?


Pouco, bem pouco
e ele diz que faltou química!


Depois de tanto tempo sem amor, sem amar
vai dar saudade e vontade de tentar
quem sabe então, outra vez se apaixonar?


E inicia-se uma procura
Por quanto tempo?


Pouco, bem pouco
Afinal, é só teu o meu olhar!


Depois de tanto tempo sem amor, sem amar
a gente aguarda uma chance de juntar 
um tríplice cordão que não irá se arrebentar


E inicia-se uma prece
Por quanto tempo? 


Pouco, bem pouco
pois Deus há de escutar!


Depois de tanto tempo sem amor, sem amar
nós dois juntos,
pra nunca mais se separar...


Julia Campanucci