Lembrando que...

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Caso vc seja o autor de quaisquer materiais, deixe seu recadinho, que lhe darei os devidos créditos.
Sem mais,
Julia Campanucci
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sábado, 18 de fevereiro de 2012

É coisa de estudante...

Eu tenho muitas histórias do meu tempo de escola... Na verdade boa parte da minha vida se dá na escola. É um ambiente que eu amo, que eu me familiarizo, que eu me vejo, me encontro...É bom demais. Não consigo entender a pessoa que diz que não gosta da escola, na verdade convivi com uma pessoa assim, meu irmão Henrique dizia não suportar a escola. Pra ele ir à escola era um mártir, algo ruim demais. Ele entrou na escola e desde então passou a contabilizar e aguardar com ansiedade o dia de deixá-la. E ele entrou aos 7 anos, já eu, estudo desde os 3. Acho que nunca deixei de fato de estar na escola. É meu lugar...

Mas aí vc pode pensar: _ Puts Julia, vc deve ser uma garota super nerd, estudiosa, inteligente... Kkkk nada disso, esqueça! Sou uma pessoa completamente normal... gosto da escola, gosto do estudo, gosto da relação professor-aluno, mas gosto tbem de matar aula, de matar tempo na cantina, de ler revista na arquibancada da quadra, de me infiltrar na biblioteca pra ninguém me achar... de bolar paredão, ir embora, fazer festa, excursão... Gosto das coisas boas que contem na escola e tbem daquelas não tão boas que a gente apronta na escola...

Bom, mas a história de hoje é ... matar aula

Todo bom estudante já fez ou vai fazer isso um dia na vida, não tem jeito, faz parte do curriculum escolar.
Comigo, não deu muito certo, na verdade não deu nada certo, kkk

olha só que caca...

No domingo a noite meu pai chega pra mim e me faz o seguinte pedido:
_ Julia, me faz um favor, amanhã quando vc sair do colégio, vc passa no banco e acerta uma conta pra mim. Eu não vou poder fazer isso, por isso e por aquilo e tal, tal, tal...
_ Ah não pai, não vou porque eu já saio tarde do colégio e aí eu to cansada e eu não vou

Meu pai, claro, ficou fulo da vida... brigou, falou que a única coisa que eu fazia da vida era ir pro colégio, que não custava eu dar uma ajuda pra ele, etc....

Enfim, ficou combinado que Não, eu não iria no banco.

Beleza, até então...

Aí eis que vem segunda feira e vamos pro colégio, eu e minhas amigas Tina e Aline, o trio parada duríssima, diga-se de passagem, kkk

Mas num dado momento deu a louca na gente e resolvemos sair do colégio pra comer pastel (detalhe: pastel tem na cantina) kkk
Eu esqueci completamente da briga com meu pai e sai, foi a maior loucura... pulamos muro, perdi o caderno, me enrosquei no arame, no prego e sei lá mais o que que tinha no muro do colégio... só besteira!

Então, já do lado de fora do colégio, só alegria... vamos curtir a liberdade que nos cabe nessa minha 1ª matação de aula.

Ai tô lá, eu e minhas colegas prontas pra atravessar a rua, quando de repente para um carro, quando eu olho, meu pai tá dentro do carro

(perdi o ar)

Bom, ele baixou o vidro e perguntou:
_ Ué, que vc tá fazendo aqui essa hora, não devia tá no colégio?
_ Pois é pai, tivemos sorte _ aula vaga...
_ Aula vaga?
_ É pai, aula vaga
_ Só pra vcs? E o caderno cadê?
_ Emprestei pra um colega copiar matéria atrasada
_ As 3 emprestaram cadernos?
_ Ah tá bom, vou te esperar em casa pra vc me contar melhor essa história
E  foi embora

Gente do céu, que vonatde que a vida fosse um filme e eu pudesse retroceder e fazer completamente diferente.... Fiquei super mal, com medo do meu pai me matar, com vergonha pq eu havia negado um pedido dele, foi um horror...

Ai o jeito foi enrolar na rua e não voltar pra casa nunca...

Enrolei, enrolei, enrolei...

Voltei par casa, quando cheguei, ninguem em casa... Ufa! Aí encontrei um recado da minha mãe no espelho do meu quarto:

Julia, teu pai tá muito bravo com vc!

Puts, brigadão mãe por me avisar... kkkk E agora?

Bom que venha o que tiver que vir, né? fazer o que? não tem como me teletransportar pra marte, venus ou plutão...

Passei a tarde toda á espera de um milagre, kkkk

Meu pai chegava por volta das 5 da tarde, e já era quase... de repente ouço barulho no portão. É ele! Que medo... Mas ele entrou e não falou nada, nada.... absolutamente nada

sabe aquele silencio horroroso, um silencio que grita, na verdade...

Horrível!

Confesso que eu deveria ter pedido desculpas pro meu pai. Não pedi, eu não ia ser louca de tocar no assunto e correr o risco dele brigar comigo, mas a verdd é que eu sei que eu fiz merda e sei tbem que meu pai foi super bacana de ter deixado passar...


Depois de um tempo eu soube que meu pai só deixou barato pq descobriu que a aula que eu matei foi de inglês, quando ele estudava ele odiava inglês...

kkkk



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

É coisa de estudante...

Jogar fliper




Desde pequena, ouvia meu pai dizer:
_ Se um dia eu te pegar numa loja de fliperama _ game over!


kkkk


Beleza! E porque é que eu me interessaria em ir à um fliperama?


Pois é, parece tranquilo, né? Mas não é! Porque a vida... ahhh a vida, a vida é uma caixinha de surpresa


Eu tinha uns 15 anos quando conheci dois professores que lecionavam aulas eventuais no meu colégio. Eles eram super divertidos. Um deles, se matava dando aula praticamente em período integral, já o outro, revesava as aulas com? ... com?... Exatamente! uma loja de jogos ou Fliperama.


Pior de tudo é que o fliperama ficava no centro da cidade. Pior, na rua principal. Não tinha como desviar, a gente passava por ali  o tempo todo, era caminho... Aí o professor vinha e começava a bater papo, convidava pra conhecer a loja... até deixava brincar com os joguinhos,  dava as fichas... super legal!


Loucura! 


Eu tinha um medo terrível que meu pai me pegasse lá dentro, mas era incrível, vivia lá batendo papo, dando risada, jogando conversa fora e as vezes eu também jogava  ... 


Lembro que uma vez, eu tava jogando um joguinho, aqueles de carrinho que tem pedal e muda a marcha, tava toda empolgada, quando vi de relance meu pai passar na calçada... Gelei! 


Hoje não existe mais essas casas de jogos. É proibido, naquele tempo não sei se era, só sei que lugares assim, tinha uma fama ruim mesmo, eram lugares descritos como perigosos, geralmente frequentado por homens ... Só sei que meu pai era totalmente do contra e me prometia de morte se um dia me pegasse lá dentro.


Sorte a minha que ele nunca me pegou!


E hoje eu me pergunto:
O que é que me levava a correr tanto risco?


Acho que foram os 15 anos... só pode ser....